É como se todas as palavras sumissem, como se todo o ar se transformasse em nada, meus dedos doem, meu sangue lateja, meus olhos incham. Meus dedos percorrem o lápis desviando da folha, meus pés ficam fracos e eu caio no meio do caminho. Toda essa falta de força me deixa com raiva. Toda essa falta, essa porcaria de falta. A cada noite mal dormida, a cada lágrima não escorrida, detenho todas as minhas forças em não deixa-las escapar, em não deixar que a minha fraqueza venha á tona. Para todos parece normal, para mim irreal. Viver como se nada tivesse acontecido, levantar a cabeça e esquecer de todos os problemas que um dia teve e além de estar mentindo para todo mundo, mentir para mim. Todos os textos ficam iguais, todas as palavras são as mesmas, todas as dores são parecidas e parece que isso nunca acaba. Qual é a parte boa de contar os teus pontos fracos pra alguém? Por isso um blog que ninguém conhece, por isso uma vida que ninguém tem conhecimento, por isso uma Luiza oculta.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Rotina
É como se todas as palavras sumissem, como se todo o ar se transformasse em nada, meus dedos doem, meu sangue lateja, meus olhos incham. Meus dedos percorrem o lápis desviando da folha, meus pés ficam fracos e eu caio no meio do caminho. Toda essa falta de força me deixa com raiva. Toda essa falta, essa porcaria de falta. A cada noite mal dormida, a cada lágrima não escorrida, detenho todas as minhas forças em não deixa-las escapar, em não deixar que a minha fraqueza venha á tona. Para todos parece normal, para mim irreal. Viver como se nada tivesse acontecido, levantar a cabeça e esquecer de todos os problemas que um dia teve e além de estar mentindo para todo mundo, mentir para mim. Todos os textos ficam iguais, todas as palavras são as mesmas, todas as dores são parecidas e parece que isso nunca acaba. Qual é a parte boa de contar os teus pontos fracos pra alguém? Por isso um blog que ninguém conhece, por isso uma vida que ninguém tem conhecimento, por isso uma Luiza oculta.
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