quinta-feira, 29 de julho de 2010

00:04

Hoje eu percebo que sim, posso estar deixando escorregar pelos meus dedos.
Sei que o meu tempo está acabando e talvez não esteja pronta para dizer uma resposta concreta, mesmo sabendo.
E se eu não tiver coragem?
Recordo comigo mesma dos atos que não aconteceram, palavras que nunca foram ditas e podem nunca ser.
Não, não é fácil vê-lo saindo na minha porta e não segurar.
"Volta! Vem pra cá." Grita consciênciam um dia irei de ouvi-la.
E se for tarde demais?
E se do meu 'sim' voltar um 'não', se do meu teto sumir o chão. Depois de muito esforço e meu orgulho destruir. Saber como responder e você destruir. Juro não te incomodar, prometo não correr, só não posso lhe conceder o fato de te esquecer.
Em teus olhos encontro minha própria paz e meu conforto. Sentir a leveza rodeando-me o corpo. Saber que tudo ficará bem ee que todo o tempo ainda é curto demais. Se eu perder isso, estarei perdendo-me também. Em pouco tempo voltarei e provavelmente esse ato não se repetirá.
Até quando isso vai dar
(Sim, está uma merda, mas como ninguém vai ler... Enfim, falar com a própria consciência morrendo de sono não é nada legal. Escrita oo:o4 – 28-jul-2010)

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