Gosto do impossível, me encanto com o improvável, o desprezo me faz bem e o desinteresse se torna irresistível. O incerto me traz a certeza, o estranho torna comum.
Nem certo, nem errado, meio termo me enjoa. Não dessa vez. Nem explicito, nem discreto, indecisão me desinteressa. Não dessa vez. A certeza me tira graça. Não dessa vez.
Vez. Sinto medo da decisão absoluta, medo da perda, medo de ter medo. O desfocamento me amedronta, desaprendi a pensar, a ter calma e a programar. Não é mais o sono que me deixa entorpecida, não preciso de uma bebida para não pensar nos atos.
Está confortável aqui dentro, mas lá fora está frio. Não quero visitar a rua, não quero mais voltar para lá.
O mau-humor evapora, nunca tive tanto auto-controle, o futuro me desespera.
Casamento me faz pensar em traição, noivado em desacordados, namoro em medo, solteiro em putaria. Nunca tive nem terei certeza de tudo. Gosto do que me testa, do que me julga, que me da medo. Não gosto do que me tira o sono, do que me faz pensar muito, do que tem o objetivo de me tirar do sério.
Vem cá, vem.
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