Olha o balanço, conforme o vento, se movimenta.
Nem mais forte, nem mais lento. Conforme o vento, ele se embala.
Mesmo sozinho, conforme o vento.
Se eu fosse um balanço, me balançaria com o vento.
Vagarosamente, sentiria a brisa roçando-me o rosto, mas se eu fosse um balanço, não conseguiria me embalar sozinha.
Navegar com o vento que sopra de acordo com tempo, de acordo com ritmo, seu próprio movimento.
Em uma sintonia perfeita, poder observar nascer e anoitecer o dia. Regar as flores, observar a alegria.
Um pouco mais rápido, o vento aumentou, o dia ficou nublado, mais rápido tudo ficou.
Mas não sou um balanço.
Não posso seguir o ritmo do vento.
Mas posso ir calmamente, conforme meu próprio balançar.
Posso seguir por curtos passos, posso cair sobre seus braços.
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