quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pain (21/07)

De todas a pior é a que não tem cura ou, que a cura é demorada. Independente da dor a pessoa pela qual a sente acha que a sua é maior do que a de qualquer um. No calar da noite, quando a casa fica na penumbra, todos resolvem se deitar. Após alguns minutos de sono leve a dor começa. Parece normal, o remédio está na mesa da sala, alguém pode buscá-lo? Não, todos já estão aconchegados em suas camas. Horas se passam e a dor gradualmente(MUDAR) aumenta, só resta levantar e pegar o medicamento. Até você perceber que não sendo somente uma simples dor de microcirurgia ou cólica, é mais. É saudade, é falta, é querer e não ter. Se sentir fraca, tomar os remédios e deixar o próprio corpo cair sobre a cama, apertar as cobertas contra si e fechar os olhos com força exigindo que todas as dores sumam.
Pela madrugada, tudo ocorre normalmente, a dor passa e o sono bate a porta convidativo, porém a saudade não. Por algum milagre o remédio funcionou, mas a medicina ainda não é avançada o suficiente para curar dores incuráveis. Mesmo acordando, levantando e sentindo as outras dores voltarem lentamente, ela não passa, não se cansa. Você se sente vulnerável, dependente e fraca. Pede ajuda, pede presença, perde a cabeça.
Ó saudade, não quero que fujas de mim, só quero entender o porquê de tanta. Não conte-me que estou virando abobada de novo, conte-me uma mentira deslavada. Usa as minhas próprias mentiras para me esconder. Todos os sinais estão vindo fracos, eu não sei o que pensar. Estão querendo que eu pense sobre o que vocês estão pensando e acabe pensando por mim mesma? Não aguentaria descobrir mais um ponto fraco sozinha, ó saudade peço que não me abandone. Continue nessa dor corrosível mas não me deixe apaixonada de novo.

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